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Polícia Federal congela criptomoedas de quadrilha no RN

A Polícia Federal (PF) deu um grande passo na quinta-feira (5) ao lançar a Operação Promessa Vazia, visando desmantelar um esquema de fraudes que envolvia criptomoedas. Agentes da PF bloquearam os saldos em moedas digitais dos investigados e acionaram corretoras para travar contas ligadas a uma quadrilha baseada em Natal, no Rio Grande do Norte.

Segundo informações da PF, o grupo utilizava as criptomoedas para esconder o dinheiro que havia sido roubado de investidores. A investigação mostrou que as moedas virtuais foram empregadas como uma forma prática de disfarçar a origem ilícita dos fundos.

Os suspeitos não só convertiam os lucros das fraudes em ativos digitais, como também tentavam se esquivar da vigilância das autoridades de controle financeiro do Brasil. Uma decisão judicial permitiu a restrição imediata desses fundos em blockchain, garantindo que as vítimas possam ser ressarcidas no futuro.

Como agia a quadrilha e os golpes que aplicava

A PF está analisando crimes contra o sistema financeiro e técnicas sofisticadas de lavagem de dinheiro. Eles notaram uma discrepância alarmante entre as movimentações financeiras da quadrilha e os rendimentos que a gangue declarava aos órgãos de arrecadação. No entanto, até o momento, não foram divulgados os nomes das empresas ou pessoas envolvidas e tampouco os montantes bloqueados, incluindo as criptomoedas.

A quadrilha usava uma fachada empresarial para atrair pessoas que buscavam investimentos. Com promessas de retornos altos através de operações supostamente realizadas no mercado internacional de câmbio, eles conquistavam a confiança de poupadores inexperientes.

Para atrair novos alvos, a organização investia pesado nas redes sociais. Fotos e vídeos mostravam resultados financeiros impressionantes, acompanhados por planilhas de rentabilidade fraudulentas. Esse cenário de aparente sucesso criava uma ilusão de segurança que convenceu muitos a transferir suas economias.

Durante a ofensiva, a PF cumpriu três mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos líderes do esquema em Natal. O Judiciário ainda determinou o sequestro de bens valiosos, com a apreensão de veículos e a restrição à venda de imóveis adquiridos com o dinheiro das fraudes. Além disso, contas bancárias convencionais também estão sob congelamento, seguindo o mesmo caminho do patrimônio mantido em corretoras de criptomoedas.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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